"Mulheres que moram em mim": Exposição de Consuelo Botelho Scarpellini, propõe empatia entre mulheres

artista plástica
Consuelo Afonso Botelho Scarpellini e a Chihuahua Chanel
Exposição, "Mulheres que moraram em mim":
A exposição que foi abraçada pela Câmara da Mulher Empreendedora da Acia, dentro das atividades do Outubro Rosa, exibirá até dia 14 de novembro, com entrada franca, no salão  do Teatro Municipal, o belíssimo trabalho da artista plástica, Consuelo Afonso Botelho Scarpellini.

Entenda a exposição:
A exposição retrata diversas mulheres que fazem parte do universo de Consuelo e são representadas por sua Chihuahua Chanel. A ideia surgiu com a vontade de Consuelo pintar Chanel de Frida Kahlo. Posteriormente, com o auxilio de sua irmã, que é fotografa, foram elaboradas fotografias que inspiraram os quadros.

Chanel representando Frida
Primeira pintura de Consuelo - Chanel representando Frida Kahlo
Inspirações da Exposição:
Consuelo, teve como inspiração, além das 20 mulheres retratadas em suas obras, sua mãe, que a ensinou perceber o gênero feminino com "olhos de admiração".

"Todas as mulheres retratadas me inspiraram, todas falam muito em mim. Entretanto, a minha mãe foi quem mais me inspirou. Ela, infelizmente, faleceu aos 57 com câncer. Mas guardo muitas lembranças felizes, ela foi minha grande inspiração, meu grande exemplo, foi ela que me ensinou olhar o gênero feminino com olhos de admiração."

A exposição, propõe empatia entre as mulheres:
Para Consuelo, suas obras representam mulheres que inspiram. Além disso, valorizam o gênero feminino, diante de uma sociedade machista. Mas principalmente, traz uma moral de sororidade entre as mulheres, distante de um universo competitivo. Mas acima de tudo, se apoiando e com admiração.

Release da Exposição:
São infinitas as janelas que se escancaram, hoje como nunca, para quem quer ver o mundo. Entre todas, uma há em que elas estão. As mulheres de Consuelo.. Elas, com seu jeito próprio de estar no mundo, seus estilos, suas individualidades assumidas. Consuelo as vê e as quer. Para estarem perto de si. Para retratá-las. Para se misturar com elas através de uma ponte, que é a ponte do feminino. O feminino com seus signos, suas possibilidades. As possibilidades exploradas por essas mulheres e as possibilidades a explorar que elas evocam. Essas mulheres, Consuelo as faz vivas, belas. As faz convite. Cada uma. Convite a que se aprofunde nas suas imagens, a que se debruce sobre suas trajetórias, a que se siga seus caminhos desbravados, seus lastros. São mulheres que a artista exibe desafiando o olhar de quem vê a mergulhar em certas existências que deixam marcas, pouco importando o âmbito e a dimensão destas marcas – nacionais, internacionais, de um universo restrito, particular. Elas foram e são elas. E estão prontas para serem desvendadas. No olhar e na indumentária poeticamente descrita em seus retratos nada convencionais. “Mulheres que moram em mim” é como elas se apresentam, nomeadas por Consuelo. A artista confessa que as capta e percebe com um olhar que não é exclusivo dela, mas um olhar compartilhado com sua mãe – o feminino primordial que a ensinou a não apenas ver, mas querer ver e admirar pessoas. Sobre essas mulheres que Consuelo ousa retratar de forma mais que surpreendente é preciso dizer que elas nos olham tanto quanto nós olhamos para elas.

mulheres que moram em mim
©Copyright Emissário Araxaense
Mulheres que moram em mim
©Copyright Emissário Araxaense
mulheres que morem em mim
©Copyright Emissário Araxaense


Matéria cedida em entrevista com o Emissário Araxaense

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