Por que Empreender?

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Em 2001, após se formar em engenharia da computação, a mãe de Érico Rocha - empreendedor no ramo de marketing digital - olhou para ele e disse: " Meu filho, agora eu tenho a minha missão cumprida. Agora eu sei que vocês estão encaminhados." 

Você já disse isso aos seus filhos ou já ouviu alguém dizer algo parecido?
De fato, algumas décadas atrás, um diploma era uma porta aberta para o sucesso profissional. Quem tinha diploma de nível superior não tinha dificuldades para conseguir um ótimo cargo em uma empresa de sucesso. Sobrava mão de obra e faltavam pessoas qualificadas.

Há 30 anos, no auge da adolescência dos meus pais, por exemplo, não se ouvia falar de ensino superior em escolas públicas, principalmente em cidades do interior. Os jovens não eram preparados para isso e pagar uma faculdade era inacessível a muitos.

Mas as coisas mudam, e mudam rápido.

Atualmente, um diploma de nível superior não é sinônimo de sucesso profissional. Você provavelmente conhece alguém formado que não trabalha na área para a qual se formou. O mundo evoluiu, mas a educação formal não evoluiu na mesma velocidade. Um curso feito em 2000 pode ter uma grade curricular 90% igual a um curso feito em 2015. E o motivo é simples: é muito complicado mudar a grade de um curso em alguns poucos anos, pois ela está presa a sistemas e processos formais. 

Não sou contra o curso superior. Apenas quis te mostrar que esse é o motivo mais relevante para empreender no nosso século : MUDANÇA! 

Você ganha o que merece? 

Trabalha com horários flexíveis? 

Tira férias quando bem quiser? 

Possui renda residual? 

Se você gostaria de ter respondido "sim" para todas as perguntas, mas respondeu "não" para no mínimo duas delas, sei que você não tem um negócio. 

Atualmente não possuímos no Brasil escolas sérias e comprometidas em ensinar sobre empreendedorismo. Isso quer dizer que se você deseja se tornar um empreendedor ou ensinar sobre isso aos seus filhos, o ensino tradicional não é o melhor caminho. Para empreender com responsabilidade você precisará de um mentor que te ensine como chegar lá usando técnicas profissionais para empreender. Felizmente não é difícil encontrar de forma gratuita a mentoria de profissionais dessa área. 

O que quero te mostrar é que crescemos sendo educados para trabalharmos em uma boa empresa ao invés de construirmos nossa própria empresa. Crescemos fadados a estudar, fazer uma faculdade, conseguir um bom emprego, adquirir mais dívidas cada vez que o salário aumentar, pagar contas e morrer. Mas você já se perguntou o que você tem de diferente de outras pessoas que possuem sucesso na área do empreendedorismo? 

Eu te respondo de forma específica: nada te difere, além da mentalidade e das oportunidades, e posso te afirmar que quando você se reprograma na mentalidade correta, enxergar as oportunidades se torna algo natural. 

Às vezes pensamos que somos empreendedores só porque queremos uma vida melhor, ou queremos uma liberdade financeira, ou até mesmo porque queremos simplesmente fazer a diferença. No entanto, muitas vezes isso tem um motivo muito mais profundo. Acredito que não poderei olhar nos olhos dos meus filhos e dizer : "Fiz tudo que podia para formá-los e agora esse diploma vai te dar o que você precisa para ter uma vida legal." Particularmente, me tornei uma empreendedora para também deixar um legado para minha própria família e pessoas que estão ao meu redor. 

Contudo,eu poderia te deixar mil e um motivos para empreender, mas te convido a pensar no motivo maior e mais importante de todos: 
Fazendo o que você faz hoje, quando você realizará os seus sonhos e os sonhos de quem você ama? 
Talvez, não estarmos onde queríamos já deveria ser motivo suficiente para mudarmos. 

Reid Hoffman, co-fundador do LinkedIn , nos deixou a seguinte frase: 
"Empreender é como saltar de um penhasco e construir um avião durante a queda." 

Eu concordo. Empreender é se arriscar, empreender é sentir medo, sair da zona de conforto e saltar de um precipício. Porém, é importante reconhecer que sem esse salto talvez seus sonhos nunca decolem. 

Leia sobre a Colunista, Daniela Brito